Nasceu em Lisboa em 1970. Born in Lisbon/Portugal in 1970


ARTES PERFORMATIVAS | PERFORMING ARTS

HOTEL LOUISIANA QUARTO 58, teatro, 2016
O PAPAGAIO DE CÉLINE, teatro, 2014
ÁFRICA FANTASMA, teatro, 2010-2013
BLACKOUT, performance, 2008
O LABIRINTO A MORTE E O PÚBLICO, performance, 2007
ZONAS DE RUIDOSA INFLUÊNCIA, performance, 2004
18 MINUTOS, dança, 2000


AGENDA 

digressão 

"Hotel Louisiana Quarto 58" 

"África Fantasma" 

próximas apresentações 

"África Fantasma", Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra, 16 Fevereiro de 2017 

"Hotel Louisiana Quarto 58", Arquipélago Centro de Artes Contemporâneas, São Miguel, Açores, 30 Junho de 2017 

nova criação

estreia e apresentações em Lisboa, Almada e Porto, 2018






produções teatrais disponíveis para circulação

current theater productions available for touring




H O T E L   L O U I S I A N A   Q U A R T O   5 8


fotografia de João Tuna

O velho homem sai todos os dias do hotel por volta das duas e meia da tarde, sempre impecavelmente vestido. Na sua carteira em pele de crocodilo, um único cartão: o seu bilhete de identidade. Senta-se na esplanada do mesmo café, onde no passado se encontrava com os seus amigos e companheiros de estrada, já todos mortos ou a viver no campo, fuma um cigarro ou dois e almoça um prato de lentilhas. Depois vai dar o seu passeio diário pelo jardim, onde se senta a observar as mulheres belas e a meditar sobre a arte da vida. Vê todos os dias coisas extraordinárias. Já estaria certamente morto, se tivesse um apartamento para ficar a pensar atrás das cortinas. Caminhar, caminhar, caminhar para observar e desfrutar a vida. Mas o que pensa este homem? Como sopram tão fortes ventos de liberdade e revolta em tão monocórdica rotina? 

Hotel Louisiana é uma peça de teatro livremente inspirada na vida e obra do egípcio Albert Cossery, um homem que viveu como os personagens dos seus livros, acreditando que a verdadeira riqueza é o tempo para a contemplação da beleza e turbulência do mundo. Mestre de uma literatura de combate a todas as formas de autoritarismo e valores hegemónicos que nos moldam e transformam em corpos escravizados pelos ciclos de trabalho, produção e consumo, e de uma singular e diletante filosofia de vida, na encruzilhada entre o Ocidente e o Oriente.


Criação, dramaturgia, cenografia e encenação João Samões 


Texto João Samões a partir da vida e obra de Albert Cossery Interpretação Joana Bárcia Desenho de Luz Anaísa Guerreiro Música Pablo Picasso de Jonathan Richman Produção Debataberto Direcção de produção João Samões e Mónia Mota Apoios Teatro Extremo e Teatro-estúdio António Assunção, Programa Gulbenkian Língua e Cultura Portuguesas Coprodução Teatro Nacional São João Duração 50 minutos 2016




 

Á F R I C A   F A N T A S M A


África transforma-se num lugar de representações imaginárias, um imenso território onde se idealizam todas as fantasias e fantasmas. 
fotografia de Tatiana Macedo

Nesta peça de teatro são criadas e manipuladas realidades e turbulências do domínio do exótico e do erótico, convocam-se e interpenetram-se memórias e reflexões sobre o colonialismo e o racismo. O nome da peça remete para o diário africano de Michel Leiris, e o que toda a literatura de viagem nos segreda é que ela é também percurso interior de autodescoberta. África transforma-se num lugar de representações imaginárias, um imenso território onde se projectam todas as fantasias e fantasmas. Podemos começar a nossa viagem com a história de uma famosa tela de Picasso de 1907, onde o pintor projecta o impacto e influência do poder das máscaras africanas que viu em Paris, nos corpos das mulheres de um bordel da Rua Avinyó em Barcelona, revolucionando as possibilidades de representação do corpo na arte ocidental.


fotografia de João Dias

In this play, realities and turbulences from the realm of the exotic and the erotic are created and manipulated; memories and reflections about colonialism and racism are mixed together. Africa is transformed into a place of imaginary representations, a huge territory in which all fantasies and ghosts can be idealised.We can begin our journey with a famous painting by Picasso, from 1907, in which the painter projects the impact and the influence of the power of the african masks that he saw at the forgotten musée du Trocadéro, in Paris, onto the bodies of the women at a brothel in calle Avinyó, in Barcelona, revolutionising the possibilities of the body`s representation in western art.


Criação, dramaturgia, cenografia e encenação João Samões

Texto João Samões a partir de Frantz Fanon, Aimé Césaire, Julião Quintinha, Louis-Ferdinand Céline, Langston Hughes Interpretação Cláudio da Silva Música Sonata piano nº14 de Ludwig Van Beethoven, Paint it, Black dos Rolling Stones Produção Debataberto Direcção de produção João Samões e Mónia Mota Apoios Temps d`Images, Instituto Franco-português, Companhia Nacional de Bailado, Jardim Zoológico de Lisboa, Transforma, Teatro Municipal São Luiz, Teatro Extremo e Teatro-Estúdio António Assunção Coprodução Fundação Calouste Gulbenkian|Próximo Futuro Duração 45 minutos 2010-2013 





vídeos promocionais das peças disponíveis em